segunda-feira, 20 de outubro de 2014


                      Relacionamentos e Maturidade



   Eu sou basicamente uma observadora da condição humana. Confesso que deveria ter aprendido bem mais, no entanto ainda cometo erros abissais em minha existência. Tenho, por exemplo, notado que muitas mulheres hoje em dia ainda amam se enganar no que diz respeito aos homens. Elas pensam que estão “pegando” quando, na verdade, estão sendo pegas. Sim, nos temos os mesmos desejos e necessidades deles, mas esses mesmos desejos e necessidades não são satisfeitos da mesma maneira. Quando uma mulher se dá para um homem não é algo simplesmente carnal; a grande maioria tem algum sentimento pela criatura a quem estão dando a honra de tê-las.

 Hoje eu ouvi um papo no mínimo cômico entre duas mulheres que conheço. Uma contava para a outra a indireta que deixou em uma rede social para o ex. E a coleguinha dizia que era forte demais o que a primeira havia escrito. Ó, ZEUS! Forte para ela, não para o dito cujo que, inclusive, já havia aprontado com outra. Agora eu me pergunto: por que mulheres de mais de trinta viajam tanto na maionese? Seria isso resultado de uma criação oprimida ou será que a “bestagem” entranhou de vez no Tico e no Teco? Ou ainda somos tão românticas que acreditamos que “one day my prince will come” (um dia meu príncipe virá)?

  A realidade é que nós, mulheres, acima ou abaixo dos trinta, nascemos para amar, para cuidar desses seres desastrados que chamamos de “homens”. E não há mulher no mundo que, depois de não ter sido procurada por algum deles no dia seguinte e subsequentes de um encontro, não tenha se sentido um lixo, não tenha chorado, mesmo que escondida, agarrada ao travesseiro, tentando amenizar os soluços e a dor de ter percebido que foi usada e não amada.

 Ser amada... É isso o que uma mulher deseja. Tão simples como respirar e tão pouco percebido pelos homens é essa necessidade nossa. Não é simplesmente uma noite, um breve momento de prazer; precisamos ser amadas, loucamente, desesperadamente, incontestavelmente  amadas! A igualdade que queremos é na vida profissional, na liberdade de escolha, na liberdade de ação. Não pretendemos ter os mesmos sentimentos e atitudes masculinas, nossos hormônios não permitem. Talvez por isso muitas de nós tentem criar esse mundo ilusório onde os homens ainda se importam. Não, eles não se importam porque nos dias de hoje é muito difícil um homem amar uma mulher. Há muita oferta, muita facilidade; a beleza frívola é alimentada e, como são mais visuais do que tudo, a maioria deles se deixa levar pela aparência, pela frivolidade, pela sensualidade exposta em decotes baixos e saias muito curtas; em movimentos que atiçam sua excitação e seu sentimento de animal e caçador. Não há espaço para o caráter nesse jogo, não há espaço para o amor.


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