quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

 Todos nós temos qualidades e defeitos. O que nos diferencia, entretanto, são nossas obras. Não é preciso, porém, que saibam o que fazemos. Não é importante "aparecer". O importante é que "fé sem obras é morta".
Muitos não me acham uma boa pessoa; muitos me criticam; muitos tem tempo demais para apontar o dedo em minha direção; muitos nada fazem a não ser falar idiotices e são admirados por isso. Por todas essas coisas é que muitos JAMAIS serão realmente felizes, afinal, a felicidade não se baseia apenas no material, no carnal; felicidade é ser útil, é ser especial em um mundo em que o frívolo, o indecente, o "pobre de espírito" tem mais valor.

"Não tenha pena dos mortos, Harry. Tenha pena dos vivos, principalmente daqueles que vivem sem amor"

 Embora essa frase tenha sido dita por um personagem de Harry Potter ( Quem não leu e analisou não tem capacidade para criticar), nunca vi tanta verdade!
 Eu fui e sou muito amada porque amor para mim não é apenas o carnal. Carnal eu tenho com quem eu quiser e permitir; amor, em minha concepção, é esse sentimento doado, que me aquece todos os dias, todas as vezes que recebo recadinhos e abraços carinhosos de amigos; amor é esta sensação maravilhosa de amparo e força que sinto todas as vezes em que oro; amor é esse beijo gostoso que recebo de alguém muito especial, sem cobranças, sem segundas intenções; amor é ser procurada, ser querida, ser lembrada. Isso é amor!
 Muitas vezes sinto tanta pena de pessoas que pensam que são o máximo e são apenas mais uma na vida de alguém! Essas pessoas nunca são realmente, pelo menos, "necessárias" ao outro, sendo usadas, substituídas. Se ali houvesse amor, tudo isso não existiria. Essa é a verdadeira solidão!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Coitada da Amélia!



 Vocês lembram daquela musiquinha que diz que Amélia que era mulher de verdade? Pois é. Coitada dela! Onde já se viu achar bonito não ter o que comer? Não gosto dessa música, digam o que disserem. Se bem que Amélia "picou a mula", pelo que eu entendo. Mas isso não vem ao caso. Hoje tanto se fala em preconceito, racismo, homofobia, iada, iada, iada. Implicaram com a "loira burra" e esqueceram de outras coisas que também ferem e ofendem.
   Ainda é muito natural a depreciação da mulher publicamente, como se isso também não fosse uma espécie de preconceito. Uma mulher "tem" que jogar conforme as regras impostas pela sociedade? Para todos é muito natural que a mulher faça os trabalhos domésticos, eu mesma passo por isto todos os dias. Tudo bem, todo os que moram sós precisam encaram uma faxina, cozinhar, "se virar". Mas, e nós, mulheres que, além de trabalharmos fora, quando chegamos em casa ainda temos que encarar uma vassoura, um fogão e cia? Amélia que me perdoe, mas eu não acho bonita a miséria, a submissão ou qualquer equivalente. Ou será que era o dito cujo que achava que a pobre Amélia pensava assim? Sim, porque a grande maioria dos homens acredita que pode "pensar" pelas mulheres, alienando sem dó suas capacidades de pensar e decidir o que é melhor. Grande erro! Se as devidas oportunidades forem dadas, as mulheres serão capazes de tudo. Essas sim, são mulheres de verdade, as lutadoras e não as que se deixam relegar à condição de "bicho de estimação" de um macho que, na maioria das vezes, são mais do que irracionais.
 Eu não sinto nem um pingo de saudade da Amélia e acho que nem ela sente saudade de si mesma, de quando era uma "serva" de uma pobre criatura que sequer entendia seus motivos de segui-lo. Sim, muitas vezes somos tolas o suficiente para sermos companheiras de perdedores. Não estou dizendo que o homem da música o era, nem que os homens sofridos de nosso povo são todos assim por passarem fome. Não poderia afirmar esse absurdo, vivendo no país em que vivo e tendo os líderes que tenho no Governo, muito embora pare para pensar que tais líderes lá estão porque nós ali os colocamos (mas isso é conversa para outra hora). Não desejo desmerecer nossos homens. Falo da grande leva de pessoas que se acomodam, estagnadas em sua mesmice, preguiça e covardia. Tudo isso é contagioso e cansa. Talvez esse seja o motivo de Amélia ter "ralado o peito", não sei dizer. Mas, sendo esse o motivo ou não, ela se cansou. Qualquer ser humano cansa de lutar sem resultado. Cansa de perder uma batalha atrás da outra. E essa conversa de "eu sou brasileiro e não desisto nunca" é "papo pra boi dormir". E o boi já está "roncando" faz tempo.


Este texto foi publicado por mim em O Recanto das Letras, em 28 de junho de 2008.
Tramas e mentiras




  Tem uma música do Legião Urbana com a qual me identifico demais. Ela diz algo do tipo “achar que o mundo é perfeito e todas as pessoas são felizes”. Eu fico surpresa comigo mesma, porque, por mais que o tempo passe e eu envelheça (sejamos realistas, todos estamos envelhecendo), sempre me engano com as pessoas. Não, o mundo não é perfeito! Não, a grande maioria das pessoas não é feliz! E sim, a grande maioria dos homens é um bando de narcisistas, que se acham! Vou lhes contar o caso que aconteceu com uma amiga (foi com ela mesmo, pessoas. Estou sozinha faz mais de sete  anos, porque não estou querendo me magoar). Ela conheceu o bendito camarada e começou a namorar. Tadinha, apaixonada que só ela. Fazia tudo pelo namorado. Até pedir permissão a ele pra participar de um grupo lá a menina pediu. Ok! Tudo muito bom, tudo muito bem. Uma bela sexta-feira, ele falou com ela brevemente e… sumiu! Ela ficou desesperada porque o cretino tinha a mania de correr de moto, sei lá. Participava de campeonato, qualquer coisa do gênero. Ela sabia que não ia vê-lo no final de semana porque ele falou, mas já na quarta-feira ela não tinha noticias do bicho. Falava com a irmã, a mãe e nada! Ligava pra mim direto chorando. Acendia vela para tudo quanto era santo, pra pedir pelo cara, achando que ele havia sofrido um acidente. Pessoas, nem falo a vocês da angústia dessa garota. Por fim, na quarta-feira de tarde, coloquei mãos à obra e fui  “pesquisar”.  Ah, minha gente, achei o cara! Estava muito vivo, de caso com outra. A irmã dele sabia de tudo e ficou caladinha pra proteger o cabra! Sabe o que o sem vergonha ia fazer? Sumir sem nem dar satisfação! Fiquei possessa! Ah, fiquei! Não era comigo, mas era com uma garota que, eu afirmo com minha total honestidade, é simplesmente uma pessoa sensacional! Um coração do tamanho do mundo! Se fosse comigo ele já estaria morto! Sabem qual foi a desculpa esfarrapada dele? Disse que ela o traia! Nunca que aquela pessoinha ia trair alguém, até porque nunca vi uma criatura mais apaixonada! Acontece que esse sacana já estava de caso com a outra, de quem a namorada dele tinha muito ciúme! Ela me falou que ficava se sentindo mal quando via a outra quase dando pra ele em público! E, todos nós sabemos que quando um não quer, dois não brigam (parafraseando essa minha amiga, ela adora falar isso pra mim). Enfim, pessoas, quando um homem quer trair, ele arruma culpas na mulher, nos filhos e até no cachorro porque a culpa nunca será dele. Eles, traidores, não se contentam em ter uma mulher que lhes dê amor, que seja honesta. Dão preferência às vadias, que no final, vão fazer com eles a mesmíssima coisa, depois que enjoarem e encontrarem outro homem comprometido, coisa nova pra elas. Hoje, sexta-feira, ela ainda chora por esse canalha que, além de tê-la traído e humilhado, ainda pôs em dúvida seu caráter. Mas o mundo gira e a vida continua. E eu, essa trouxa aqui, ainda tenho a capacidade de me espantar com essas atitudes. Acho que vou morrer assim.
  Fabi, querida, você merece mais!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014


                      Relacionamentos e Maturidade



   Eu sou basicamente uma observadora da condição humana. Confesso que deveria ter aprendido bem mais, no entanto ainda cometo erros abissais em minha existência. Tenho, por exemplo, notado que muitas mulheres hoje em dia ainda amam se enganar no que diz respeito aos homens. Elas pensam que estão “pegando” quando, na verdade, estão sendo pegas. Sim, nos temos os mesmos desejos e necessidades deles, mas esses mesmos desejos e necessidades não são satisfeitos da mesma maneira. Quando uma mulher se dá para um homem não é algo simplesmente carnal; a grande maioria tem algum sentimento pela criatura a quem estão dando a honra de tê-las.

 Hoje eu ouvi um papo no mínimo cômico entre duas mulheres que conheço. Uma contava para a outra a indireta que deixou em uma rede social para o ex. E a coleguinha dizia que era forte demais o que a primeira havia escrito. Ó, ZEUS! Forte para ela, não para o dito cujo que, inclusive, já havia aprontado com outra. Agora eu me pergunto: por que mulheres de mais de trinta viajam tanto na maionese? Seria isso resultado de uma criação oprimida ou será que a “bestagem” entranhou de vez no Tico e no Teco? Ou ainda somos tão românticas que acreditamos que “one day my prince will come” (um dia meu príncipe virá)?

  A realidade é que nós, mulheres, acima ou abaixo dos trinta, nascemos para amar, para cuidar desses seres desastrados que chamamos de “homens”. E não há mulher no mundo que, depois de não ter sido procurada por algum deles no dia seguinte e subsequentes de um encontro, não tenha se sentido um lixo, não tenha chorado, mesmo que escondida, agarrada ao travesseiro, tentando amenizar os soluços e a dor de ter percebido que foi usada e não amada.

 Ser amada... É isso o que uma mulher deseja. Tão simples como respirar e tão pouco percebido pelos homens é essa necessidade nossa. Não é simplesmente uma noite, um breve momento de prazer; precisamos ser amadas, loucamente, desesperadamente, incontestavelmente  amadas! A igualdade que queremos é na vida profissional, na liberdade de escolha, na liberdade de ação. Não pretendemos ter os mesmos sentimentos e atitudes masculinas, nossos hormônios não permitem. Talvez por isso muitas de nós tentem criar esse mundo ilusório onde os homens ainda se importam. Não, eles não se importam porque nos dias de hoje é muito difícil um homem amar uma mulher. Há muita oferta, muita facilidade; a beleza frívola é alimentada e, como são mais visuais do que tudo, a maioria deles se deixa levar pela aparência, pela frivolidade, pela sensualidade exposta em decotes baixos e saias muito curtas; em movimentos que atiçam sua excitação e seu sentimento de animal e caçador. Não há espaço para o caráter nesse jogo, não há espaço para o amor.